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15/01/2019

Entrevista com o Presidente do IAF Marcos Carneiro

 

O Diretor de Relações Institucionais e Comunicação do IAF, Auditor Fiscal Raphael Soares, entrevistou o Presidente da entidade, Auditor Fiscal Marcos Carneiro, que dentre outros assuntos, historiou a sua trajetória de trabalho na SEFAZ/BA e destacou a grande responsabilidade de presidir a instituição pelos próximos 3 (três) anos.

Raphael Soares – Presidente, como foi a sua trajetória na SEFAZ/BA?

Marcos Carneiro – Fui aprovado para o cargo de Auditor Fiscal no concurso público de 1986 e designado para trabalhar na DFMT em 26.02.1987. Depois, trabalhei na INFAZ Iguatemi, fiz parte do Comitê de Inteligência Fiscal, laborei na Gerência de Substituição Tributária, na Inspetoria de Grandes Empresas, na IFEP Serviços e, atualmente há 11 anos na IFEP Comércio.

RS – Como avalia as recentes eleições no IAF?

MC – As eleições refletem o processo de amadurecimento da categoria. Participaram 73% dos filiados da entidade, que em sua maioria nos prestigiou com seu voto. Vamos propor algumas alterações estatutárias para proporcionar igualdade de oportunidades entre as chapas concorrentes.

RS – Quais as primeiras ações a serem implementadas pela nova gestão do IAF?

MC – Mesmo antes da posse, atuamos em prol da categoria, no movimento em defesa do teto constitucional, bem como tivemos várias reuniões com o jurídico (AZI&TORRES) e com o Secretário da Fazenda. Seremos incansáveis cobradores dos nossos direitos, a exemplo da implantação em folha das “diferenças do teto”. Assumimos a gestão no dia 02 de janeiro e tomamos conhecimento do dia-a-dia do IAF. Já dois dias depois fizemos a nossa 1ª reunião de diretoria, contando com a presença de todos os membros. Definimos a data de 14 de fevereiro para realizarmos a reunião de Planejamento Estratégico da entidade para os próximos 3 anos, onde também contaremos com a presença dos membros dos Conselhos Fiscal e de Representantes, momento que reunirá cerca de 40 (quarenta) Auditores Fiscais com o fito de traçar os destinos do IAF, com propostas, planos e ações. Solicitamos, também, uma audiência com o Secretário da Fazenda para darmos continuidade ao atendimento dos legítimos pleitos dos Auditores Fiscais.

RS – Como serão conduzidas na atual gestão as demandas judiciais da categoria?

MC – Como já informado, estivemos reunidos com os advogados do escritório de advocacia AZI e TORRES e estamos avaliando todos os processos judiciais em andamento, coletivos e de grupos/individuais. Estes últimos, quando possível, serão transformados em processos coletivos, visando atender a um maior número de filiados. Assim, daremos prioridade, sempre que viável, às demandas coletivas da categoria.

Ainda, foi demandado ao referido escritório um banco de dados com todas as ações em curso, com respectivos nomes dos associados e situação atual de cada processo, tanto em meio físico quanto em meio eletrônico, pois será criado um espaço na sede do IAF para armazenamento dessas informações, de cada um dos processos. Ato contínuo, trabalharemos para disponibilizar esses dados no site do IAF para acesso direto pelos filiados.

Por fim, pretendemos brevemente ampliar os plantões jurídicos para as unidades do interior que tiverem demanda para tal serviço direto.

RS – Como serão conduzidos os eventos técnicos, científicos e educacionais da instituição?

MC – Consoante previsão estatutária, o Presidente pode delegar ações e atividades ao Vice-Presidente. Nesse sentido, serão coordenados pelo Vice-Presidente Helcônio Almeida os eventos técnicos, científicos e educacionais da instituição, em parceria com as diretorias temáticas de Assuntos Econômicos e Financeiros e Assuntos Fiscais e Tributários. Temos expertise em diversas áreas e devemos disseminar esse conhecimento através de estudos, cursos e seminários para os públicos interno e externo.

RS – Como deve ser a relação da diretoria com os demais órgãos do IAF?

MC – Vamos instituir um “Conselho Pleno”, a exemplo do que ocorre na ASFEB, envolvendo os Conselhos Fiscal e de Representantes, para discutir e deliberar sobre as questões relevantes do IAF. Os colegas bem sabem que o IAF é composto por 4 (quatro) órgãos independentes: A Assembleia Geral (órgão máximo e soberano), a Diretoria, o Conselho Fiscal e o Conselho de Representantes. Agora, vamos propor a criação desse “Conselho Pleno”. Cada órgão com suas atribuições, cabendo a diretoria administrar o IAF.

Ainda, pela primeira vez na história do IAF, vamos implantar os Conselhos Técnicos junto a cada Diretoria, de acordo com previsão estatutária. Para tal mister, contamos, desde já, com a participação e colaboração dos Auditores Fiscais.  A relação deve ser de mútua colaboração, visando sempre o interesse da entidade.

RS – E com a administração da SEFAZ/BA?

MC – Será uma relação de parceria, dentro de um processo “ganha-ganha”. Acredito que teremos um relacionamento respeitoso, eficaz, eficiente e, principalmente, propositivo com a Administração da SEFAZ, tanto no sentido de encaminhar sugestões e estudos para o aprimoramento da gestão fazendária, quanto ao encaminhamento das justas demandas dos Auditores Fiscais.

RS – Como o IAF deve ser posicionar em relação as propostas de reformas da Previdência e Tributária?

MC – Já acionamos a FEBRAFITE para a realização em Brasília de uma Assembleia Extraordinária em fevereiro deste ano, com o fito de tratar especificamente da Reforma da Previdência. Vários temas de grande relevância para o país e para nossa carreira serão pautados no primeiro semestre deste ano e teremos que estar bem antenados. Não acreditamos em ações isoladas, por isso estaremos acompanhando as propostas de reformas e iremos atuar em conjunto com outros sindicatos e federações do Fisco para a manutenção dos nossos direitos. Precisamos também fazer funcionar, de fato e de direito, a FENAT, pois a mesma foi esvaziada e conta com apenas três entidades do Fisco brasileiro. Vamos resgatá-la e transformá-la em uma Federação poderosa.

RS – Qual a importância da realização de Assembleias Gerais da entidade?

MC – Não temos receio de ouvir e discutir as questões da categoria com os colegas. A nossa gestão, conforme compromisso de campanha, será democrática e participativa, sendo fundamental ouvir os filiados através da convocação de assembleias gerais. Faremos no dia 28 de março uma importante assembleia geral, que além de apresentar as contas do exercício de 2018, consultará os filiados sobre questões relevantes da entidade. Acreditamos que agindo dessa maneira criaremos uma cultura de pertencimento da instituição aos seus verdadeiros donos – os Auditores Fiscais.

RS – Presidente, qual a sua mensagem aos nossos filiados?

MC – Onde me envolvo, procuro dar o melhor de mim. Determinação, perseverança e luta, com foco na defesa de nossos direitos. Tenham certeza que a diretoria eleita para a gestão 2019/2021 trabalhará com afinco e determinação para tornar a entidade cada dia mais forte e respeitada, e continuará lutando pelos legítimos interesses da nossa Carreira de Estado. Muito obrigado!

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