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09/07/2020

Entrevista – AF Wilson Sampaio

Dando continuidade à série de entrevistas com Auditores Fiscais aposentados para destacar histórias de vida e as realizações destes profissionais que muito contribuíram para a nossa categoria, o IAF conversou com o AF aposentado Wilson Sampaio, que nos contou sua trajetória, hobbies e principais ações. Confiram:

PÓS APOSENTADORIA: “Gosto de assistir jogos do meu Bahêa

A história de Wilson Sampaio é marcada por experiências que culminaram numa trajetória de sucesso. Quarto de cinco irmãos, Wilson nasceu em Amargosa, situada a 269 km de Salvador, e cresceu vendo o pai trabalhar como Escrivão de Coletoria Federal e a mãe se dedicar aos afazeres domésticos. Quando ainda era muito pequeno, sua família mudou-se para o município de Ipiaú e aos 14 anos Wilson foi estudar na capital baiana, tendo cursado 4 anos no Maristas, sendo 3 em regime de internato e feito o 3º científico no Colégio Central, único em Salvador que preparava candidatos ao recém-criado curso de Administração.

Sempre estudioso e colocando a educação como um agente transformador, em 1970 Wilson se formou em Administração de Empresas e começou a trabalhar na extinta Farmácia Caldas. Ainda na faculdade conheceu Vitória, a com quem casou-se em 1973. Dois anos após a graduação, ingressou no serviço público do Estado como Coordenador Administrativo e Financeiro da Comissão para Implantação do Centro Administrativo.  Mas Wilson sempre foi focado e quis se aperfeiçoar. “Em 1975 participei do Curso de Organização & Métodos para funcionários públicos latino americanos no Instituto Nacional de Administração Pública da Espanha, em Alcalá de Henares. No regresso fui trabalhar como Coordenador Administrativo e Financeiro da Fundação de Planejamento CPE, órgão da Seplantec. Já no Instituto de Cacau da Bahia desempenhei as funções de assessor técnico e assessor chefe. Em 1986 participei e fui aprovado nos concursos públicos de Auditor Fiscal, Analista Financeiro e Analista Administrativo da Sefaz e optei pela carreira de Auditor Fiscal”, contou.

A partir daí Wilson iniciou os trabalhos na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz) com fiscalização de comércio na Inspetoria da Calçada, sendo transferido depois para a GECEX – Gerência de Comércio Exterior, e posteriormente para a Inspetoria Especializada, que se transformou em IFEP. Foi Supervisor de Indústria desde janeiro de 2000 até 2017, quando se aposentou. “Passei a maior parte da minha vida profissional na SEFAZ e orgulho-me de ter contribuído ao longo deste tempo recuperando ou ajudando a recuperar recursos para que o Estado cumprisse suas obrigações com seus cidadãos e também de ter feito boas amizades tanto com os colegas na SEFAZ quanto das outras empresas ou órgãos que passei. Sempre trabalhei com muita integridade, paixão, dedicação, comprometimento e companheirismo”, conta.

Diante de uma história repleta de estudos e atividades profissionais, a chegada da aposentadoria e a mudança de rotina podem causar estranheza ao trabalhador, mas Wilson soube encarar as transformações com sabedoria e leveza. “Comecei a sentir-me como aposentado quando mudei a minha rotina. Não mais precisava acordar e me preparar para ir para a DAT Metro diariamente. Pensávamos que a partir daí poderíamos intensificar um dos nossos hobbies preferidos que são as viagens, mas motivos familiares e agora a pandemia adiaram um pouco nossas intenções. Então passei a cuidar mais das coisas minhas e de minha mulher, e dos assuntos de meus pais e de minha sogra. Além de estreitar laços familiares ainda tenho muito mais tempo para me dedicar a outras atividades”, disse, ressaltando as atividades preferidas pós aposentadoria. “Sempre fui uma pessoa íntegra, solidária e amiga. Deus não permitiu que minha esposa e eu tivéssemos filhos, mas temos uma família grande, bonita e sobrinhos maravilhosos. Atualmente dedico minha vida a eles, às leituras, às aulas de pilates, caminhadas, e também gosto muito de assistir jogos do meu Bahêa. Outra diversão também é, assim que possível, encontrar com os amigos, planejar viagens, fazer alguns jogos no celular, assistir filmes, contemplar a vida. Viver é o dom mais lindo que temos”, afirmou.

Apesar das restrições do isolamento social necessário diante da pandemia da Covid19, Wilson conta que ainda tem muitos planos para a vida. “Quero intensificar meu conhecimento em línguas estrangeiras, aprofundando-me mais no inglês e no francês, além de continuar com os almoços mensais da “Supervisão” – a turma do “Tem que ter arroz” – e dos almoços periódicos da turma da GECEX. Ambos foram suspensos por conta da pandemia, mas esperamos que voltem logo, pois são encontros muito bons para estreitar os laços de amizade criados ao longo dos tempos. Além disso, quero seguir nos dedicando também a auxiliar, financeiramente, algumas instituições beneficentes, retribuindo assim, como cidadãos, parte daquilo que conseguimos construir com nosso trabalho ao longo da vida”, finalizou.

IAF – Trabalho e Transparência!

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