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27/10/2020

Entrevista – AF Andrea Beatriz Britto Villas Boas

Nasceu em Salvador/Bahia numa família de 10 irmãos. Formada em Administração de Empresas pela UFBA/BA, em 1977. Trabalhou durante 20 anos no Banco Econômico S/A nas áreas de analise e controle de custos, administração de cartões de crédito e Redação. Em 1991, foi aprovada no concurso de auditor fiscal para a Sefaz/BA.

Inicialmente desenvolveu suas atribuições na Fiscalização do Transito de Mercadorias, comandando um grupo de servidores fiscais em analises de documentos fiscais dos estabelecimentos, nas transportadoras, correios e  postos fiscais.

Fez pós graduação pela SefaZ/Ba, ao ser aprovada em concurso interno, aos 50 anos de idade.

Optou ser transferida para a fiscalização de estabelecimentos onde iniciou uma nova rotina de trabalho na auditoria, a exemplo da conta corrente, auditoria dos lançamentos dos documentos fiscais, sua omissão, não tributação, etc.. Como também na fiscalização de estabelecimentos de transportes de cargas.

Desenvolveu também trabalhos na área de ITD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação), intimando e atendendo contribuintes. Nessa área teve uma supervisão muito eficiente e competente de Vladimir Máximo Moreira, auditor fiscal, com quem teve muito orgulho de ter com ele trabalhado.

Nessa área teve uma experiência que vale a pena registrar, pois recepcionou um contribuinte intimado que chegou prepotente, altivo, nervoso, irritado e não disposto a pagar o imposto devido. Devido ao bom atendimento, o contribuinte, na sua saída, depois de ser atendido, ouviu-o dizer:

– Engraçado, cheguei irritado, não disposto a pagar e saio leve, tranqüilo, amigo da funcionaria e já me dirigindo ao pagamento do imposto.

O que mais me orgulhou na minha trajetória na Sefaz/Ba foi pertencer a um grupo de ótimos colegas, construindo grandes amizades e trabalhando em ambiente de grande solidariedade.

Colegas estes, dedicados e competentes ao trabalho, tornando o ambiente agradável e pro ativo de se trabalhar. O estigma de que funcionário publico é descansado e não gosta de trabalhar foi completamente derrubado, muito se orgulhando de fazer parte desse quadro.

Aposentou-se com 63 anos, por acreditar já estar na hora certa e poder fazer mais companhia ao marido.

Atualmente dedica-se a fazer cursos de bordados e costura, estudar inglês e Frances, encontrando grande  satisfação e novas amizades.

Fora isso, pratica exercícios, anda, viaja e lê.  

 No isolamento social não se sentiu muito afetada devido a essas atividades desenvolvidas, somente sentindo falta do convivio maior com as pessoas.    

Devemos ter uma certa rotina na aposentadoria, fazer coisas novas, ter projetos, perseguir metas, para deixarmos a mente sempre ocupada e não ter desânimos. Aceitar a idade sem se acomodar e procurar sempre ser amiga e prestativa às pessoas.

IAF – Trabalho e Transparência!

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